Jerusalém - Israel parece mesmo decidido a derrubar as casas dos colonos que serão retirados até setembro no marco do plano de evacuação de Gaza, aprovado pelo governo de Ariel Sharon, em lugar de entregá-las aos palestinos.
''As casas serão destruídas para não caírem em mãos de terroristas ou de membros da máfia dirigida por Yasser Arafat'', afirmou um representante da presidência do Conselho, que pediu o anonimato.
Segundo a rádio militar, há fortes pressões da União Européia e das Nações Unidas para que as casas e as infra-estruturas nas 21 colônias da Faixa de Gaza e nas quatro pequenas colônias do norte da Cisjordânia sejam transferidas aos palestinos.
A autoridade israelense afirmou que não tem conhecimento dessas pressões. Entretanto, informou que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia telefonado sexta-feira a Sharon para manifestar-lhe ''o respaldo da ONU ao corajoso plano de retirada da Faixa de Gaza''.
Esta fonte precisou por outra parte que as diversas comissões administrativas, jurídicas e financeiras encarregadas de preparar a evacuação de cerca de 8.000 colonos iniciarão seu trabalho este domingo.
Sharon quer incentivar a partida voluntária dos colonos da Faixa de Gaza e evitar choques com os soldados israelenses, levando à votação antes do final de julho um projeto de lei sobre suas indenizações.
Cada família de colono receberá em média 300.000 dólares. Estima-se que o custo total da retirada será de 1,5 bilhão de dólares, 458 milhões dos quais destinados à segurança, segundo os meios de comunicação.
O mesmo informante também precisou que as obras para a construção do muro de separação em torno da colônia de Ariel (Cisjordânia) deverão começar nos próximos dias. Israel insiste em que este muro é destinado a impedir a entrada de camicases palestinos em seu território. Os palestinos, por sua vez, consideram que o muro tem como finalidade anexar uma parte desta região e fixar unilateralmente as fronteiras do futuro Estado palestino.

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