Israel deporta dois palestinos
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quarta-feira, 04 de setembro de 2002
Jacques Pinto<br>France Presse 
JerusalémPela primeira vez desde o início da Segunda Intifada, Israel deportou ontem para Gaza dois palestinos da Cisjordânia. Enquanto isso, o chefe da diplomacia dinamarquesa apresentou um novo plano de paz europeu aos dirigentes palestinos e israelenses.
Kiffah Adjuri e sua irmã Intissar chegaram ao meio-dia ao posto militar do lado do terminal rodoviário de Erez, principal ponto de passagem entre Israel e a Faixa de Gaza, informou uma fonte da segurança palestina. Ambos os jovens foram considerados culpados pela Justiça israelense por ter ajudado seu irmão Ali a organizar um duplo atentado suicida que no dia 17 de julho causou cinco mortes em Tel Aviv, além das de dois camicases.
Ali Adjuri, um dirigente das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, grupo armado próximo ao movimento Fatah de Yasser Arafat, foi morto em agosto pelo Exército israelense na Cisjordânia. Seus irmãos deverão permanecer banidos durante dois anos na Faixa de Gaza.
Paralelamente, o chefe da diplomacia dinamarquesa, Per Stig Moeller, cujo país preside atualmente a UE, chegou na terça-feira à noite em Israel, dando início a uma viagem de explicação do novo plano de paz europeu para o Oriente Médio. Moeller se encontrou na manhã de ontem, em Tel Aviv, com o ministro israelense da Defesa, Binyamin Ben Eliezer. O novo plano de paz europeu prevê a proclamação de um Estado palestino independente para junho de 2005, o que será precedido pela criação de um Estado palestino com fronteiras provisórias desde 2003.
Sharon mostra esperançaO premier israelense Ariel Sharon declarou ontem à televisão pública que vislumbrava ''pela primeira vez a possibilidade de um acordo político com os palestinos''. ''Pela primeira vez, vejo a possibilidade de conseguir um acordo político.
Entretanto, o primeiro-ministro israelense rejeitou o plano de paz formulado pela UE, apresentado ontem.
Arafat concordaO presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, declarou ontem ao chefe da diplomacia dinamarquesa, Per Stig Moeller, que dava seu ''acordo em princípio'' ao novo plano de paz europeu para Oriente Médio.


