Israel denuncia Hezbollah por ataques na fronteira do Líbano
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segunda-feira, 27 de novembro de 2000
France Presse De Jerusalém 
Israel apresentou ontem uma queixa ao Conselho de Segurança da ONU contra o governo libanês sobre as atividades do Hezbolá, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Shlomo Ben Ami, depois de um atentado praticado perto da fronteira israelense-libanesa que causou a morte de um soldado israelense e deixou outros três feridos.
O soldado israelense morreu durante um ataque do Hezbollah xiita libanês nas zonas das granjas de Chebaa ocupadas por Israel na fronteira sírio-libanesa, segundo fontes do serviço de segurança.
Soldados de Israel e homens armados do Líbano foram alvo na madrugada de ontem de intenso tiroteio na fronteira, registrado após a forte explosão.
Segundo a rádio local, uma bomba explodiu na passagem de uma patrulha militar, e os soldados israelenses responderam ao ataque com disparos de obuses e intervenção de helicópteros.
O Grupo dos Mártires de Al-Aqsa da Resistência Islámica (braço armado do Hezbolla) explodiu uma carga às 06h50 (02h50 de Brasília) à passagem de uma patrulha sionista, perto da fazenda de Ramta, no setor de Chebaa, indicou o Hezbollah em um comunicado.
O Líbano exige de Israel uma retirada desse setor e a milícia libanesa do Hezbollah declarou que prosseguirá com seus ataques contra as forças israelenses, enquanto durar a ocupação.
O principal partido da direita israelense, Likud (oposição), está pedindo a convocação de eleições antecipadas no país, o que poderia precipitar a queda do governo do primeiro-ministro, Ehud Barak.
O Likud solicitou ao Tribunal Supremo que se pronuncie sobre um projeto de lei que pede eleições antecipadas, segundo o responsável do departamento de Relações Exteriores do partido, Zalman Shoval.
O projeto será apresentado terça-feira em primeira leitura à Knesset (parlamento) e sua aprovação exige apenas a maioria simples de 120 deputados.
Barak, que tenta formar um governo de emergência nacional junto ao Likud para enfrentar a escalada de violência registrada nos territórios palestinos desde 28 de setembro passado, criticou a eventual convocação de eleições antecipadas.
Necessitamos de um governo de emergência nacional para lutarmos juntos e as eleições antecipadas seriam algo irresponsável, devido à situação atual, disse Barak à rádio israelense.


