Israel criticou a realização ontem, no Cairo, de uma minicúpula que reúne o Egito, a Jordânia e os palestinos, assegurando que não terá qualquer efeito na reativação do processo de paz, bloqueado há mais de um ano. ‘‘A cúpula do Cairo tem por objetivo pressionar Israel para arrancar concessões, mas isso não vai funcionar’’, afirmou em Jerusalém, David Bar-Illan, porta-voz do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
‘‘Valeria mais a pena que os palestinos retomassem as negociações diretas (com Israel), as quais boicotam há quinze meses’’. Indagado sobre a recente proposta franco-egípcia de uma conferência internacional para ‘‘salvar a paz’’, o porta-voz opinou que isso só vai levar a um beco sem saída.
‘‘O que precisamos não é de uma conferência internacional com países que não estão diretamente envolvidos no processo de paz e sim negociações diretas com os palestinos’’. Também indicou que houve progressos nas discussões com os Estados Unidos sobre sua proposta de uma retirada militar israelense de 13,1% do território da Cisjordânia, rejeitada por Netanyahu. Em compensação, segundo ele, não houve avanços palestinos em relação a seus compromissos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ontem que as restrições de trânsito de veículos palestinos por ‘‘rotas de segurança’’ na Faixa de Gaza serão mantidas. Netanyahu anunciou a decisão após reunião semanal do Conselho de Ministros.

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