Israel defende negociação direta com a Palestina
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de julho de 1998
France Presse 
Israel criticou a realização ontem, no Cairo, de uma minicúpula que reúne o Egito, a Jordânia e os palestinos, assegurando que não terá qualquer efeito na reativação do processo de paz, bloqueado há mais de um ano. A cúpula do Cairo tem por objetivo pressionar Israel para arrancar concessões, mas isso não vai funcionar, afirmou em Jerusalém, David Bar-Illan, porta-voz do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Valeria mais a pena que os palestinos retomassem as negociações diretas (com Israel), as quais boicotam há quinze meses. Indagado sobre a recente proposta franco-egípcia de uma conferência internacional para salvar a paz, o porta-voz opinou que isso só vai levar a um beco sem saída.
O que precisamos não é de uma conferência internacional com países que não estão diretamente envolvidos no processo de paz e sim negociações diretas com os palestinos. Também indicou que houve progressos nas discussões com os Estados Unidos sobre sua proposta de uma retirada militar israelense de 13,1% do território da Cisjordânia, rejeitada por Netanyahu. Em compensação, segundo ele, não houve avanços palestinos em relação a seus compromissos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ontem que as restrições de trânsito de veículos palestinos por rotas de segurança na Faixa de Gaza serão mantidas. Netanyahu anunciou a decisão após reunião semanal do Conselho de Ministros.


