JERUSALÉM - Uma comissão de planejamento israelense aprovou ontem a construção de 132 unidades habitacionais para judeus no coração de uma vizinhança da árabe Jerusalém Oriental, numa decisão que certamente irá enfurecer os palestinos.
‘‘É uma ótima notícia para receber durante o festival das luzes (Hanukkah); é mais um motivo para comemorar’’, disse o ministro do Interior israelense, Eli Suissa, durante uma visita a um assentamento de Hebron, na Cisjordânia.
Palestinos e autoridades do governo anterior de Israel - que rejeitou o plano - têm advertido que a proposta de construir casas judaicas na vizinhança de Ras al-Amud, em Jerusalém Oriental, pode provocar uma reação violenta, se implementada.
A decisão ‘‘é uma bomba relógio’’, advertiu Faisal al-Husseini, principal representante da OLP em Jerusalém. Segundo ele, a atitude de Israel dará início a mais uma onda de violência na região. ‘‘Estou dizendo que este projeto provocará uma nova explosão’’.
Faisal se referia a abertura por parte de Israel de uma entrada para um túnel na proximidade de locais muçulmanos em Jerusalém em setembro, uma iniciativa rejeitada pela administração anterior e que resultou em confrontos que deixaram 60 palestinos e 15 israelenses mortos.
O status de Jerusalém Oriental, capturada por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967 junto com o resto da Cisjordânia, deve ser negociado nas conversações de paz do status final que ainda têm de ser retomadas sob o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

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