Israel decide congelar sua retirada militar
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sábado, 24 de agosto de 2002
France Presse 
Jerusalém - Israel decidiu ontem congelar sua retirada gradual das zonas autônomas da Cisjordânia e Gaza, condicionando-a a uma luta mais eficaz por parte da Autoridade Palestina contra os grupos armados.
''Enquanto os serviços de segurança palestinos não impuserem sua lei aos grupos armados terroristas que controlam as ruas, não poderá haver retirada. De qualquer modo, os acordos concluídos não especificam um calendário preciso'', declarou à AFP um dirigente israelense, que pediu para não ser identificado.
O plano elaborado no dia 18 deste mês pelo ministro israelense de Defesa, Binyamin Ben Eliezer, e pelo ministro palestino do Interior, Abdelrazak al-Yahya, prevê uma retirada gradual israelense das zonas reocupadas desde o começo da Intifada, em setembro de 2000, ficando a segurança palestina encarregada de manter a calma e impedir ataques.
Em virtude desse plano, Israel se retirou segunda-feira de Belém, na Cisjordânia. A retirada de Gaza, inicialmente prevista, não foi possível.
O Exército de Israel impediu ontem a entrada de um grupo de médicos e enfermeiras que tentavam ter acesso à localidade palestina de El Hader, perto de Belém, com provisões de alimentos e medicamentos para o povoado, que está há dois meses sob cerco militar, informou a rádio israelense.
O grupo pertence à organização não-governamental Agrupação de Médicos para os Direitos Humanos, e é formado por árabes israelenses-palestinos com cidadania israelense que tentam entrar no local, sob jurisdição exclusiva da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
O diretor da organização, Salj Ayijie, garantiu que a sua intenção é atender aos doentes de El Hader e distribuir alimentos e remédios para a população.


