São Paulo- Cumprindo uma promessa feita na semana passada, o premiê de Israel, Ehud Olmert, mandou que fossem libertados ontem mais de 250 palestinos que estavam presos em Israel.
A libertação dos palestinos -a maioria deles ligada ao partido laico Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas- integra uma estratégia, da qual partilham os EUA, que visa fortalecer o Fatah e Abbas como interlocutores palestinos com o Ocidente, em detrimento do grupo radical islâmico Hamas.
Essa estratégia começou a ser colocada em prática depois que, em razão do fracasso de um governo de coalizão entre Hamas e Fatah, o grupo islâmico expulsou de Gaza os membros da agremiação rival. Em resposta, o Fatah expulsou da Cisjordânia o Hamas, e Abbas exonerou o premiê palestino, Ismail Haniyeh, um dos líderes do Hamas.
A estratégia de apoiar Abbas ganhou o apoio ontem do Quarteto, grupo formado por EUA, União Européia, Rússia e Reino Unido e que tem a missão de mediar as negociações de paz entre Israel e os palestinos.

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