France PressApoioAs declarações de que o Hamas ordenou os ataques suicidas contra Israel reforçam o apoio
do governo israelense ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (d), que vem enfrentando uma crescente oposição da imprensa e de membros do legislativo em IsraelIsrael acusou ontem o líder do Hamas Jaled Meshal de ordenar ataques suicidas contra o Estado e cidadãos israelenses, mas negou que agentes de Israel tivessem planos secretos de assassiná-lo. Os comentários, que romperam um silêncio de 10 dias sobre o assunto, reforça o apoio do governo israelense ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que vem enfrentando uma crescente oposição de imprensa e de membros do legislativo em Israel. As declarações ocorrem quando os EUA anunciam a visita do enviado norte-americano ao Oriente Médio, Dennis Ross, à região.
‘‘Israel não pode neste momento responder às acusações sobre a agressão contra Jaled Meshal’’, disse o secretário de gabinete Danny Naveh após uma reunião ministerial, sobre as especulações de que agentes de segurança israelenses integrantes do Mossad teriam entrado na Jordânia com passaportes canadenses falsificados a fim de assassinar Meshal. A missão, que deixou ainda mais tensas as relações entre Netanyahu e o rei Hussein, da Jordânia, além de provocar uma severa reação por parte do governo canadense, que chamou de volta seu embaixador em Israel esta semana, está sendo vista como o mais grave erro da história dos serviços secretos israelenses.
Netanyahu reuniu ontem seu gabinete de segurança em meio a especulações de que Israel libertará mais alguns membros do Hamas, depois do xeque Ahmed Yassin. Yassin, fundador do Hamas, depois de libertado pelo governo israelense na quarta-feira, disse ontem que espera deixar a Jordânia, onde está recebendo tratamento médico, para regressar à Faixa de Gaza hoje. ‘‘Se Deus quiser viajarei a Gaza’’, declarou em entrevista por telefone de seu quarto de hospital em Amã. ‘‘Somos um só povo, permaneceremos como um só povo e, se Deus permitir, morreremos como um só povo’’, afirmou, respondendo a uma pergunta sobre as relações do Hamas com a Autoridade Palestina. Logo depois de sua liberação, Yassin foi visitado pelo líder da AP, Yasser Arafat, a cujos acordos de paz com Israel o Hamas se opõe veementemente.
O enviado norte-americano Dennis Ross se reunirá com representantes israelenses e palestinos para a primeira conversa em seis meses, depois que a construção de assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental provocaram uma onda de protestos e violência por parte dos palestinos.
Visita - O presidente israelense Ezer Weizman desembarcou ontem pela manhã, nos Estados Unidos onde fará uma visita oficial de quatro dias a convite do presidente norte-americano Bill Clinton, informou a embaixada de Israel em Washington. Durante sua estada em Washington, Weizman se reunirá com Clinton, com o vice-presidente Al Gore, com a secretária de Estado Madeleine Albright, com o secretário da Defesa William Cohen e com parlamentares.

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