France PresseDelimitaçãoO premier israelense mostra no mapa a área onde serão construídas as casasJERUSALÉM - Israel autorizou ontem a construção de milhares de novas moradias judaicas na árabe Jerusalém Oriental apesar de forte oposição por parte da OLP e advertências de que o projeto pode deflagrar uma onda de violência palestina.
O secretário de gabinete Danny Naveh afirmou a repórteres que um comitê ministerial sobre Jerusalém deu a luz verde para a construção de 6.500 residências para judeus, com 2.500 a serem construídas numa primeira etapa. Outras 3 mil unidades habitacionais seriam feitas para árabes.
‘‘Nossa visão de paz inclui a coexistência pacífica e harmoniosa entre israelenses e palestinos, judeus e árabes - e estamos seguindo este princípio com nossa decisão de hoje’’, afirmou Netanyahu numa entrevista coletiva.
O presidente palestino, Yasser Arafat, convocou uma reunião de emergência de sua equipe de negociadores da paz para discutir as implicações da decisão, informou um assessor.
Palestinos advertiram que o projeto pode inflamar uma violência antiisraelense na Cisjordânia e Gaza pior do que a provocada em setembro quando Israel abriu uma nova entrada para um túnel arqueológico nas proximidades de lugares sagrados islâmicos em Jerusalém.
‘‘O que o governo israelense está fazendo aqui em Jabal Abu Ghneim e em outros lugares... pode destruir tudo’’, previu Faisal al-Husseini, a maior autoridade da OLP em Jerusalém.
A Casa Branca expressou insatisfação com a decisão israelense que ‘‘complica ainda mais uma situação já complicada’’, afirmou o porta-voz da Casa Branca, David Johnson. A União Européia também ‘‘deplorou profundamente’’ a iniciativa. A Jordânia, o mais próximo aliado árabe de Israel, anunciou que a decisão israelense coloca em risco todo o processo de paz árabe-israelense e pediu a Netanyahu que reconsidere os planos.

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