Israel começa a investigação contra Weizman
France Presse
De Jerusalém
A brigada antifraude da polícia e da receita federal de Israel iniciou ontem a investigação criminal contra o presidente israelense Ezer Weizman, indicou um porta-voz da polícia. Segundo declarações da promotora de Estado, Edna Arbel, publicadas pelo jornal Haaretz, Weizman poderá ser convocado para prestar depoimento aos investigadores esta semana.
Esta é a primeira vez na história de Israel que um chefe de Estado é alvo de uma investigação judicial. Weizman é suspeito de fraude fiscal e corrupção em função de suas relações com o empresário francês Edouard Saroussi, segundo a rádio pública.
A partir de agora, os investigadores e fiscais da receita examinarão os documentos reunidos neste caso, em particular o contrato entre Weizman e Saroussi, assinado em 1983.
Segundo este contrato, Weizman foi empregado na qualidade de conselheiro em uma fábrica têxtil de Saroussi, instalada na África, e obteve um salário anual de 50.000 dólares.
A polícia suspeita que Weizman, que não informou sobre esta relação com Saroussi, não declarou a soma em seu imposto de renda. Os investigadores querem, por outro lado, averiguar se as centenas de milhares de dólares entregues por Saroussi a Weizman entre 1987 e 1993 e apresentados como presentes deveriam ter sido declarados.
A polícia também quer saber se Weizman, que disse que não pretende renunciar, é culpado de corrupção por ter continuado recebendo um salário de Saroussi enquanto era ministro em 1984.





