São Paulo - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, fizeram ontem uma declaração à imprensa em Washington, nos Estados Unidos, e ressaltaram a crença no prazo de um ano para um acordo de paz no Oriente Médio. Os dois retomaram em seguida, a portas fechadas, o diálogo direto de paz, encerrando uma suspensão de 20 meses.
O líder israelense destacou a necessidade de garantir a segurança de Israel e do reconhecimento do Estado como nação dos judeus. Já o palestino lembrou que já há conquistas de acordos anteriores que não devem ser ignoradas e reforçou o pedido pelo fim dos assentamentos em território palestino ocupado e o encerramento do bloqueio à faixa de Gaza - dois pedidos que Israel já demonstrou não estar disposto a ceder.
Netanyahu, o primeiro dos dois líderes a falar, adotou um tom cauteloso e disse que os dois lados terão que fazer duros comprometimentos para conseguir uma paz duradoura. Ele listou ainda o que considera os dois itens essenciais dentro das exigências israelenses - reconhecimento do Estado judeu e a garantia da segurança do território nacional.
''O povo de Israel está preparado para seguir por este caminho e avançar para trazer paz genuína, para trazer segurança, prosperidade e bons vizinhos'', disse o premiê. ''Desenhar uma realidade diferente entre nós envolverá uma grande negociação. E os principais assuntos são os que discordamos'', reconheceu o premiê.
Netanyahu pediu assim que os palestinos estejam prontos para reconhecer Israel como Estado-nação do povo judeu e ressaltou que isso não significa que os cerca de 1 milhão de palestinos que vivem em Israel não terão seus direitos reconhecidos. ''Esse mútuo reconhecimento é indispensável para esclarecer para os dois povos que o conflito acabou'', declarou o primeiro-ministro.

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