Israel tem alegado que reforçou o isolamento de Ramallah por ter informação de que militantes estariam na cidade preparando um atentado com carro-bomba a ser executado em Jerusalém. No domingo, o Exército fechou todas as rodovias que levam a Ramallah. As restrições foram levemente amenizadas na terça-feira.
O chefe de segurança palestino na Cisjordânia, Jibril Rajoub, disse ontem que Israel fabricou a história do carro-bomba para justificar o sufocamento de Ramallah. Rajoub costumava trabalhar em conjunto com os israelenses para prevenir ataques terrorista em Israel, mas a cooperação foi suspensa quando os confrontos tiveram início.
Autoridades palestinas acusam Israel de utilizar os bloqueios para pressionar os palestinos a pôr fim ao levante. Israel alega que os isolamentos foram impostos por razão de segurança e que as restrições serão suspensas uma vez que cessarem os ataques palestinos contra israelenses. ‘‘Uma coisa simples que eles poderiam fazer é parar com a violência’’, disse o ministro da Justiça de Israel, Meir Shetreet.
Comentando a tomada do posto militar pelos palestinos, Marwan Barghouti, chefe do movimento Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, na Cisjordânia, festejou, lembrando que ‘‘o cerco israelense foi rompido com nossas próprias mãos’’.
Uma mulher palestina teria morrido ontem no caminho para o hospital depois que as tropas de Israel impediram sua passagem num bloqueio na cidade de Jenin, na Cisjordânia, de acordo com um parente e fontes médicas.

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