SHAAR YISHUV, Israel - Israel estava de luto ontem pelos 73 soldados mortos no choque de dois helicópteros no pior desastre aéreo na história militar do país. O gabinete e o parlamento observaram um minuto de silêncio em reuniões pela manhã, horas depois que dois helicópteros de transporte Sihokrsky CH-53, de fabricação americana, rumando para o Líbano, chocaram-se em pleno ar e caíram em Israel, nas proximidades da fronteira libanesa.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, visitando ontem o local do desastre, afirmou que os soldados morreram numa missão para proteger seu país.
‘‘O povo aqui sabe mais que ninguém como esses soldados e heróicos comandantes assumem riscos para proteger os moradores do Norte’’, disse ele na vila de Shaar Yishuv, onde um dos helicópteros caiu sobre uma casa. Nenhum morador ficou ferido.
‘‘Nossa busca pela paz envolve constantes sacrifícios, constantes riscos’’, afirmou um sombrio Netanyahu, enquanto observava equipes de resgate vasculhar os destroços em busca de partes de corpos e pertences pessoais.
Os helicópteros estavam voando para uma zona de ocupação de 15 km de extensão no sul do Líbano que Israel criou em 1985 para repelir ataques guerrilheiros.
O exército anunciou que 13 oficiais estavam entre os soldados mortos no que classificou como o pior desastre aéreo na história militar israelense.
‘‘Não houve sobreviventes. Todos que estavam nos helicópteros morreram’’, afirmou o comandante do exército, tenente-general Amnon Shahak, a repórteres.
Netanyahu cancelou encontros com o rei Hussein da Jordânia, ontem, e com o presidente palestino, Yassser Arafat, hoje. O rei Hussein, Arafat e o presidente egípcio, Hosni Mubarak - todos parceiros de acordos de paz com Israel -, enviaram condolências.

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