São Paulo - Um comunicado do grupo extremista palestino Hamas informou ontem a realização de 46 novos ataques contra assentamentos judaicos em territórios palestinos. Israel confirmou a ação, mas disse que apenas 17 morteiros atingiram seus alvos, sem deixar vítimas.
Por conta dos novos ataques, que teriam sido feitos com mísseis Qassam (de fabricação caseira) e morteiros, o governo de Israel cancelou um encontro com negociadores palestinos previsto para ontem, em protesto contra a violência.
A informação, divulgada pelo jornal israelense ''Haaretz'', pode ser o primeiro ''mau sinal'' para o acordo de cessar-fogo anunciado conjuntamente, na terça-feira, pelo primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Logo após o anúncio de Sharon e Abbas, líderes do Hamas disseram se sentir desobrigados a cumprir qualquer tipo de cessar-fogo porque o movimento não havia sido consultado sobre o acordo. Segundo o governo de Israel, a maioria dos 17 morteiros lançados explodiu perto da colônia de Neve Dekalim, o maior assentamento judaico em Gaza. Houve danos em algumas casas.
O comunicado do Hamas diz que os ataques de ontem foram uma resposta a um suposto ataque dos soldados israelenses que teria causado a morte de um palestino e deixado outros quatro feridos, no campo de refugiados palestinos em Atzmona, perto de Rafah (sul da faixa de Gaza).
O líder palestino Mahmud Abbas despediu ontem vários responsáveis pela Segurança na Faixa de Gaza após os disparos de morteiros contra colônias judias, informaram fontes oficiais palestinas. Entre os responsáveis despedidos figuram o chefe da Polícia palestina, o general Saeb Al-Ajez, e o chefe da Segurança nacional no sul da Faixa de Gaza, o general Omar Achur, de acordo com autoridades locais.

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