Israel ataca território sírio
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de outubro de 2003
France Presse 
Jerusalém - O exército israelense atacou na madrugada de ontem um campo de treinamento na Síria, utilizado principalmente pela Jihad Islâmica, organização palestina que reivindicou a autoria do atentado suicida que provocou a morte de 19 pessoas em Haifa (norte de Israel) no sábado, segundo fontes militares.
''Depois do atentado de Haifa, o exército israelense começou a atuar contra os autores de atentados, contra os que apóiam estes atentados e os que utilizam a estratégia do terror com o objetivo de matar israelenses'', afirmou um porta-voz militar num comunicado.
''Como parte das operações, o exército israelense atuou com profundidade no território sírio e atacou um campo de treinamento utilizado pelas organizações terroristas sob o patrocínio da Síria'', acrescenta o comunicado.
Segundo a rádio pública israelense, o ataque aconteceu 15 km ao noroeste de Damasco. De acordo com fontes militares, o alvo era um campo de treinamento e de formação em técnicas de guerrilha da Jihad Islâmica e do Hamas, principal movimento radical palestino. Uma vez formados, os ativistas palestinos retornam para a Cisjordânia e Faixa de Gaza.
O comunicado ressalta que ''a Jihad Islâmica, assim como as outras organizações terroristas que atuam na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, é apoiada e patrocinada por países da região, como o Irã e a Síria''.
Condenação internacional O ataque lançado durante a madrugada de ontem pela força aérea israelense contra o território da Síria foi condenado de maneira unânime pela comunidade internacional e alguns países como Rússia e França expressaram seus temores de que ocorra uma escalada de violência em toda a região.
A Síria recorreu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se reuniu ontem mesmo para analisar a situação.
Tanto o mundo árabe como os principais países europeus condenaram o ataque israelense, advertindo que a violência pode se propagar por toda a região. A Jordânia, através de seu ministro das relações exteriores, Marwan Moasher, chamou o ataque de ''agressão'' e de ''perigosa escalada''.
O presidente egípcio Hosni Mubarak e o chanceler alemão Gerhard Schroeder, que se acha de visita oficial ao Cairo, adotaram uma posição comum, rechaçando tanto o ataque israelense como o atentado de Haifa, sábado, que o precedeu.


