São Paulo - O prédio-sede da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos) na Cidade de Gaza foi atingido por três bombas do Exército israelense ontem. Conforme o porta-voz Richard Gunnes, após a explosão, o prédio ficou em chamas. Não há confirmação de danos nem de quantas pessoas estavam no local, no momento do ataque. Entre os funcionários da ONU, ao menos três ficaram feridos.
Um complexo que abrigava mídias de vários países também foi atingido, ontem, em Gaza. Ao menos um jornalista ficou ferido. Israel também bombardeou um hospital do Crescente Vermelho - a Cruz Vermelha.
Israel realiza uma grande ofensiva em toda a faixa de Gaza, há 20 dias consecutivos, contra o grupo radical islâmico Hamas. Fontes médicas afirmam que mais de mil palestinos já foram mortos e outros 4.000, feridos. Segundo as mesmas fontes, 40% dos mortos são civis. Israel, porém, contabiliza 930 mortos e afirma que 75% deles são militantes do Hamas.
Segundo o porta-voz da agência da ONU, as três bombas partiram dos tanques israelenses, e há suspeitas de que elas fossem de fósforo branco, uma substância cujo uso em regiões habitadas ou em ataques a pessoas é proibido justamente por provocar queimaduras severas e problemas respiratórios.
O ataque ao prédio da ONU ocorreu pouco antes de o secretário-geral Ban Ki-moon se reunir com a chanceler israelense, Tzipi Livni, em Tel Aviv. De lá, ele expressou ''grande protesto e horror'' em relação ao ataque e pediu que seja aberta uma investigação. O ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou que o ataque foi um ''grave erro''.
De acordo com o premiê de Israel, Ehud Olmert, as tropas atacaram o prédio da ONU em reação a disparos inimigos saídos de lá. ''É totalmente verdadeiro que nós fomos atacados daquele local, mas as consequências são tristes e me desculpo por elas.''
Hamas
O ministro palestino Said Siyam (Interior), integrante do governo do grupo radical islâmico Hamas na faixa de Gaza, foi morto ontem em bombardeiro aéreo israelense, de acordo com informações da TV do próprio Hamas. Siyam era o comandante das forças de segurança do Hamas, que têm aproximadamente 13 mil homens.
Conforme a TV, Siyam foi morto quando o prédio de três andares em que ele estava foi atacado por israelenses e, na sequência, desabou.

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