Israel aprova plano de retirada na Cisjordânia
Associated Press
De Jerusalém
O Gabinete do governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, aprovou ontem, por uma maioria esmagadora, a primeira retirada das tropas de Israel da Cisjordânia, com base no acordo de paz firmado no sábado no balneário egípio de Sharm el-Sheikh. O acordo passou por uma dura prova na segunda-feira, quando três pessoas morreram numa explosão de dois carros em Israel. Os mortos eram árabes israelenses em provável missão terrorista.
O acordo estabelece que, até a próxima segunda-feira, os israelenses deverão repassar 7% do território da Cisjordânia ao controle civil dos palestinos, enquanto que Israel continuará sendo responsável pela segurança da região. Além disso, no final desta semana, o governo israelense deverá libertar o primeiro grupo de 200 presos políticos palestinos. Israel libertará uma primeira leva de presos palestinos nesta quinta-feira, de acordo com o tratado de paz de Sharm el-Sheikh, informou um alto negociador palestino.
Numa declaração divulgada à imprensa, Barak disse que a decisão de seu país de abrir mão de parte da terra sagrada de Israel não era fácil, mas está de acordo com o melhor interesse do país em direção a amplos acordos de paz com seus vizinhos árabes.
Estamos partindo de áreas que são preciosas para nós, disse o premier. Andamos pela terra, aprendemos sobre esse lugar em nossa história, lutamos por ele e desenvolvemos uma ligação, acrescentou. O Gabinete israelense aprovou o plano de retirada por 17 votos a favor, um contra e uma abstenção.
A região a ser transferida ao controle palestino está localizado ao sul da maior cidade na Cisjordânia, Nablus, e próximo ao centro comercial palestino de Ramallah. De acordo com o acordo assinado no sábado, a segunda retirada prevê a transferência de controle de outros 11% da Cisjordânia ocupada por Israel para a Autoridade Palestina. Ao final de três etapas, em 20 de janeiro de 2000, os palestinos terão o controle de 40% da Cisjordânia.





