Israel aprova novo ministro sob críticas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de novembro de 2002
Agência EFE 
Jerusalém O Parlamento israelense aprovou por 69 votos contra 39, ontem, a nomeação do ex-chefe do Exército, Shaul Mofaz, como ministro da Defesa, apesar das críticas da oposição. A nomeação de Mofaz para o lugar de Benjamin Ben-Eliezer, líder do Partido Trabalhista, que abandonou a coalizão quarta-feira passada com seus 24 deputados, foi proposta ao Parlamento pelo próprio primeiro-ministro, Ariel Sharon.
A nomeação sofreu fortes críticas da oposição que se somaram a um relatório da Anistia Internacional que responsabiliza Mofaz por crimes de guerra durante a operação israelense Muro de Defesa, na Cisjordânia, entre março e maio.
''Até agora as autoridades israelenses fracassaram em sua responsabilidade de levar à Justiça os autores das violações dos direitos humanos'', diz o documento, que analisa as atividades do Exército israelense nas cidades de Jenin e Nablus.
Atetnado Uma pessoa morreu (além do terrorista) e 12 pessoas ficaram feridas no atentado suicida perpetrado ontem em um centro comercial da cidade de Kfar Saba, ao nordeste de Tel Aviv. A polícia anunciou que a única morte confirmada era a do terrorista. No entanto, testemunhas e a imprensa falam de um segundo morto na área da explosão.
Temor árabe O secretário-geral da Liga Árabe, Amro Musa, prevê um triste futuro para a paz no Oriente Médio, enquanto a mentalidade dos israelenses não mudarem e o povo continuar sendo governado por um Executivo liderado pelo ultradireitista Ariel Sharon.
''A política de Israel de repúdio à criação de um Estado palestino por meio de um processo de paz não vai mudar no futuro, pois é impossível que mude enquanto a mentalidade dos israelenses continuar inalterada'', disse Musa aos jornalistas no aeroporto do Cairo, na volta de uma visita de dois dias a Amã.


