O governo de Benjamin Netanyahu aprovou ontem, sob condições, o acordo de Wye Plantation, anunciou a presidência do conselho. Os 17 ministros israelenses aprovaram por maioria o acordo firmado a 23 de outubro por Netanyahu com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, na presença do presidente americano Bill Clinton.
Os ministros também aprovaram os mapas definindo as áreas que Israel vai evacuar na Cisjordânia, segundo os termos do acordo. Mas o governo israelense decidiu submeter a retirada à condição de que o Conselho Nacional Palestino (CNP, instância suprema da OLP) modifique a Carta nacional palestina no que diz respeito a Israel, o que não está previsto no acordo. Netanyahu e sete membros do governo votaram a favor, quatro votaram contra e cinco se abstiveram, segundo dirigentes israelenses. Entre os que votaram a favor figura o ministro das relações exteriores Ariel Sharon, chefe dos ‘‘falcões’’ de direita.
Anexação Israel se reserva no direito de anexar territórios palestinos caso a Autoridade Palestina proclame unilateralmente um estado independente, anunciou ontem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Netanyahu fez a ameaça numa entrevista depois da reunião do conselho de ministros que aprovou o acordo de Wye Plantation sobre una retirada parcial da Cisjordânia. ‘‘Decidimos que depois de três meses da aplicação do acordo, se existir um mínimo desvio em relação aos acordos, como por exemplo a proclamação unilateral de um estado palestino, nós nos reservaremos no direito de anexar zonas de segurança (na Cisjordânia) ou em setores próximos a Jerusalém e nos assentamentos’’, afirmou Netanyahu.
Palestinos recusam condições A Autoridade Palestina recusou antecipadamente as condições que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu pretende impor para a implementação do acordo de Wye Plantation. ‘‘Rejeitamos qualquer condição’’, declarou um dos principais negociadores palestinos, Saeb Erakat, acrescentando: ‘‘Apelamos a Netanyahu para que comece a aplicação do acordo’’, firmado no dia 23 de outubro passado na Casa Branca. ‘‘Esta linguagem não é apropriada, principalmente se levarmos em conta o compromisso da Autoridade Palestina de aplicar o acordo ao pé da letra’’, disse Erakat. Netanyahu ‘‘deve parar de utilizar uma linguagem que prejudica nossas relações (palestinos e israelenses). Temos a intenção de aplicar o acordo ao pé da letra e não em função do que pense qualquer outra pessoa’’, adiantou Erakat.France PresseAnúncioAo lado do seu ministro das Relações Exteriores, Benjamin Netanyahu anuncia aprovação do acordoFrance Presse

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