Israel provocou a Síria ao anunciar um de seus maiores planos de colonização na colinas do Golã desde que ocupou essa região, em 1967, afirmaram ontem tanto responsáveis pela oposição como os da maioria de direita do país.
O ministro de Infra-estruturas, Ariel Sharon, autorizou a construção de 2.300 casas (não 2.500, como anunciou a rádio pública) e de 2.500 casas destinadas ao turismo nas colina sírias do Golã.
Esta decisão permitirá duplicar a curto prazo o número de colonos nessa região, que atualmente chega a 15.000, segundo o instituto de Estatísticas.
Israel conquistou o Golã sírio durante a guerra de junho de 1967 e em 1981 estendeu sua legislação à colina, anexando-a de fato.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu no mês passado a Sharon para atrasar sua decisão a fim de não provocar tensões nas vésperas de uma visita do presidente sírio, Hafez el-Assad, a Paris. O ex-chefe do governo trabalhista, Shimon Peres, qualificou o projeto de ‘‘inútil provocação’’ à Síria.

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