O chefe de Estado Maior israelense, general Shaul Mofaz, anunciou ontem o aumento da repressão diante da intensificação dos ataques palestinos nos territórios ocupados e dos atentados em Israel.
‘‘Vamos intensificar nossa resposta, pois estamos determinados a combater o terrorismo com todas nossas forças’’, declarou o general Mofaz à rádio pública. ‘‘A escalada da violência vai continuar se a autoridade palestina não fizer nada para detê-la, o que nos obriga a reexaminar nossa estratégia e a ampliar nosso campo de intervenção’’, advertiu o chefe de Estado Maior.
‘‘O exército será chamado a apresentar suas propostas operativas quando o primeiro-ministro eleito, Ariel Sharon, assumir o poder’’, afirmou o general Mofaz.
A escolha do novo ministro de Defesa de Israel, feita pelo Partido Trabalhista, também sinaliza para este endurecimento. Binyamin Ben-Eliezer, de 65 anos, é um ex-general obcecado por segurança que advertiu aos palestinos que irá implementar novas e duras regras e não permitirá que prossigam ataques contra israelenses.
Um alto assessor do líder palestino Yasser Arafat acusou tropas israelenses de estarem intensificando ataques contra palestinos. ‘‘O novo governo israelense deveria restringir as ações do Exército israelense a fim de abrir caminho para conversações de paz’’, disse o assessor, Nabil Aburdeneh.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Martin Indyk, afirmou que a situação poderia se deteriorar ainda mais. ‘‘Já podemos ver o efeito bumerangue da violência e do terror’’, disse Indyk a uma audiência de empresários israelenses. ‘‘A economia palestina está à beira do colapso, a Autoridade Palestina começa a se desintegrar’’, afirmou ele. ‘‘Um estado de semi-anarquia e um regime de gangues está tomando a Cisjordânia e Gaza. Se o caos espalhar-se pelos territórios, aumenta a possibilidade da escalada da violência.’’

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