São Paulo - O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu nesta quarta-feira intensificar os ataques contra o movimento islamita Hamas em Gaza, que segundo palestinos já deixaram ao menos 53 mortos. "Decidimos intensificar os ataques contra o Hamas e as outras organizações terroristas na Faixa de Gaza", declarou Netanyahu em nota.
"O Hamas pagará preço alto pelos tiros contra a população civil. A segurança dos israelenses é primordial, e esta operação continuará até que os disparos contra as localidades israelenses parem e a calma volte", acrescentou.
O movimento islamita que domina Gaza também continuou a disparar contra alvos israelenses. Nesta quarta, segundo o Exército de Israel, mísseis do sistema Domo de Ferro interceptaram pelo segundo dia seguido foguetes lançados contra Tel Aviv. Outros foguetes do Hamas cujo provável alvo era a usina nuclear de Dimona, a 80 km de Gaza, foram abatidos ou caíram em campo aberto.
Um artefato de fabricação síria também caiu em Hadera, no noroeste de Israel, sem deixar vítimas. As sirenes soaram ainda em Ashkelon, cidade israelense mais ao sul e mais próxima de Gaza.
No território palestino, os disparos de foguetes em direção a Israel foram saudados com gritos de "Allahu akbar" (Deus é grande) - para analistas, os ataques podem dar novo impulso à popularidade do Hamas na região.
Segundo autoridades médicas palestinas, dos 47 mortos em dois dias de ataques, 41 eram civis, 12 deles crianças. Houve ainda cerca de 300 feridos. Não foram reportados mortos ou feridos graves do lado israelense - o que Israel atribui à eficiência do Domo de Ferro, que é financiado em parte pelos EUA.
As Forças Armadas israelenses afirmaram que, só nesta quarta, 48 foguetes palestinos caíram em Israel, e o Domo interceptou outros 14.
A violência que levou às mais graves hostilidades entre Israel e Hamas desde o conflito de oito dias em 2012 começou há três semanas, quando três estudantes judeus foram sequestrados na Cisjordânia e depois encontrados mortos. Acusado pelas mortes, o Hamas não assumiu a autoria do crime.
Na semana passada, em aparente retaliação, um jovem palestino foi sequestrado e achado morto em Jerusalém.

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