São Paulo - Depois de 19 horas entrincheirados em uma mesquita de Beit Hanun (Gaza), um grupo de cerca de 60 palestinos armados conseguiu escapar do cerco do Exército de Israel usando mulheres como escudos humanos. Soldados israelenses atiraram e mataram duas mulheres e feriram ao menos outras dez.
Cinco membros do grupo radical palestino Hamas também teriam morrido ontem, elevando a 32 o total de palestinos mortos desde quarta-feira. Um menino de quatro anos também morreu nas diferentes ações de Israel ocorridas ontem.
Os entrincheirados utilizaram o grupo de mulheres palestinas como escudos para se proteger das forças israelenses. O Exército de Israel diz que atirou contra palestinos armados, e não contra as mulheres. Durante o tiroteio, o teto da mesquita teria desabado.
Uma das paredes da mesquita Al Nasir já havia sido derrubada por escavadeiras do Exército de Israel, o que provocou, posteriormente, a queda do teto, causando a morte de vários palestinos que estavam no local. De acordo com agências de notícias, alguns palestinos ainda estariam dentro da mesquita.
Os soldados israelenses chegaram a lançar bombas de gás lacrimogêneo para forçar a saída do grupo de dentro da mesquita. Logo em seguida, mulheres foram para o local a fim de barrar a violência, mas foram usadas pelos entrincheirados como escudo contra os soldados.
Testemunhas que estavam no local disseram que os soldados israelenses atiraram contra as mulheres a fim de evitar que elas se aproximassem da mesquita. Imagens de TV exibiram um grupo de mulheres usando véu branco correndo e gritando aos prantos ao mesmo tempo em que socorriam as vítimas dos disparos israelenses.
Hora antes, um ataque aéreo israelense contra Gaza deixou quatro palestinos mortos, no terceiro dia da maior ação militar de Israel na faixa de Gaza registrada nos últimos meses.

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