Islândia indica novo premiê
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quarta-feira, 06 de abril de 2016
Folhapress 
São Paulo - A coalizão de centro-direita que governa a Islândia decidiu indicar o ministro da Pesca e Agricultura, Sigurdur Ingi Johannsson, vice-líder do Partido Progressista, para ser o novo premiê do país. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a oposição revelou que chegou a um acordo com a coalizão para que sejam realizadas novas eleições nacionais, que devem ocorrer no segundo semestre.
As duas medidas foram anunciadas ontem, um dia depois da renúncia de Sigmundur David Gunnlaugsson, que deixou o cargo de primeiro-ministro após as revelações dos "Panama Papers". O vazamento de arquivos revelou que sua mulher era proprietária de uma empresa offshore com grandes créditos nos bancos islandeses.
Mais cedo, um comunicado divulgado pelo escritório de Gunnlaugsson chegou a alegar que ele não havia renunciado formalmente ao cargo de premiê, mas apenas se afastado por um período indeterminado, segundo reportagens divulgadas pelo "New York Times" e pelo "Independent". A indicação de um novo primeiro-ministro e a convocação de eleições, entretanto, indicam que ele não voltará ao governo.
Os partidos de oposição no Parlamento islandês aceitaram a indicação do novo premiê e acertaram com a coalizão a realização de eleições antecipadas, segundo a líder do Partido Pirata Birgitta Jonsdottir. O Partido Pirata lidera as intenções de voto na Islândia, indicam as pesquisas mais recentes.
Indicado para ser o novo primeiro-ministro, Johannsson disse que vai buscar a aprovação do presidente do país para poder governar a Islândia. Segundo ele, a coalizão permanece intacta mesmo após a renúncia do seu antecessor. Johannsson deve se reunir hoje com o presidente Olafur Ragnar Grimsson.
Segundo a Associated Press, entretanto, legisladores da oposição ainda vão pedir que o Parlamento seja dissolvido para antecipar as eleições. Segundo Helgi Hrafn Gunnarsson, do Partido Pirata, o governo está tentando se segurar no poder após a renúncia de Gunnlaugsson.
Após a revelação dos vazamentos sobre offshores, Gunnlaugsson chegou a rejeitar deixar o cargo na segunda, mas cedeu aos protestos de milhares de islandeses que pediram sua saída.


