Islamismo tem 1,2 bilhão de seguidores no mundo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de outubro de 2001
France Presse<br> De Paris 
O Islã, religião monoteísta, conta com quase 1 bilhão e 200 milhões de crentes em todo o mundo, mas principalmente na África, Ásia Ocidental e Indonésia. Terceira na ordem histórica do aparecimento do monoteísmo -judaísmo, cristianismo, islamismo - a doutrina muçulmana se baseia em uma ''revelação divina'' feita a Maomé, nascido na Meca por volta de 570 e morto em Medina em 632, que os maometanos veneram como profeta.
O essencial da ''revelação'' se encontra no Alcorão que, dividido em 114 capítulos ou suras subdivididos em versículos, se apresenta como uma continuidade de Abraão. ''Não há mais Deus senão Alá e Maomé é seu profeta'', afirma a profissão de fé muçulmana, fórmula que basta para ser legalmente considerado muçulmano e que é um dos cinco pilares do Islã junto com a oração, a esmola, o jejum e a peregrinação a Meca.
O islamismo atual se divide em várias famílias: os sunitas representam quase 90% do total de crentes e os xiitas cerca de 10%. Esse cisma se deve a uma questão de linhagem e de clãs: os partidários de Ali achavam que ele devia suceder Maomé, do qual era primo e genro e, ao morrer Otmã, terceiro califa, levaram-no ao poder.
A iniciativa provocou a cólera do clã de Aicha, esposa de Maomé, e de Moawiya, governador de Damasco e chefe dos omaiadas, que venceu a guerra e tomou o poder. Essa oposição histórica se caracterizou por conflitos de extrema violência e explica as divergências atuais entre os talebans, integristas sunitas, e os integristas iranianos, que são xiitas.


