Islâmicos condenam Israel e o terrorismo
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sexta-feira, 12 de dezembro de 1997
Kianuche Dorranie France Presse Teerã 
Os participantes da oitava cúpula islâmica de Teerã, que reuniu ao longo da semana 55 países, terminaram ontem seus trabalhos com uma dura condenação a Israel e ao terrorismo em todas suas formas, assim como com um enésimo desafio aos Estados Unidos.
A Declaração de Teerã pede igualmente a libertação de todos os territórios árabes ocupados e a reinstauração dos direitos usurpados ao povo palestino.
O último dia da cúpula islâmica deveria acabar às 15 horas locais, mas quatro horas depois não tinha se encerrado, por causa de um inesperado desacordo quanto à sede da próxima cúpula.
Finalmente a nona cúpula da OCI será, como previsto, em Qatar, no ano 2000. Fontes oficiais iranianas e de Qatar confirmaram a escolha, vivamente contestada por vários países devido à realização novembro passado de uma conferência econômica na capital desse emirado, Doha.
O texto final, obtido pela AFP, assinala a necessidade para Israel de renunciar ao terrorismo de Estado que continua praticando, desprezando todos os princípios jurídicos e morais.
As delegações, que adotaram 142 resoluções, quatro delas consagradas à única questão do terrorismo, se pronunciaram pela realização de uma conferência internacional sobre o terrorismo sob os auspícios da ONU.
A Declaração de Teerã condena energicamente o terrorismo sob todas suas formas, sem deixar de reconhecer o direito à autodeterminação dos povos que vivem sob dominação colonial ou estrangeira ou sob ocupação estrangeira.
Consciente do impacto negativo sobre a imagem do Islã de todas as formas do terrorismo, a OCI apóia os esforços da ONU para a realização de uma conferência internacional sob os auspícios da ONU.
O documento acrescenta que não se pode permitir nenhum movimento que explore a sublime religião do Islã que assuma qualquer atividade hostil em relação a um dos estados membros da OCI.


