Os participantes da oitava cúpula islâmica de Teerã, que reuniu ao longo da semana 55 países, terminaram ontem seus trabalhos com uma dura condenação a Israel e ao terrorismo ‘‘em todas suas formas’’, assim como com um enésimo desafio aos Estados Unidos.
A Declaração de Teerã pede igualmente ‘‘a libertação de todos os territórios árabes ocupados e a reinstauração dos direitos usurpados ao povo palestino’’.
O último dia da cúpula islâmica deveria acabar às 15 horas locais, mas quatro horas depois não tinha se encerrado, por causa de um inesperado desacordo quanto à sede da próxima cúpula.
Finalmente a nona cúpula da OCI será, como previsto, em Qatar, no ano 2000. Fontes oficiais iranianas e de Qatar confirmaram a escolha, vivamente contestada por vários países devido à realização novembro passado de uma conferência econômica na capital desse emirado, Doha.
O texto final, obtido pela AFP, assinala ‘‘a necessidade para Israel de renunciar ao terrorismo de Estado que continua praticando, desprezando todos os princípios jurídicos e morais’’.
As delegações, que adotaram 142 resoluções, quatro delas consagradas à única questão do terrorismo, se pronunciaram pela realização de uma conferência internacional sobre o terrorismo sob os auspícios da ONU.
A Declaração de Teerã condena ‘‘energicamente o terrorismo sob todas suas formas, sem deixar de reconhecer o direito à autodeterminação dos povos que vivem sob dominação colonial ou estrangeira ou sob ocupação estrangeira’’.
‘‘Consciente do impacto negativo sobre a imagem do Islã de todas as formas do terrorismo’’, a OCI apóia os esforços da ONU para a realização ‘‘de uma conferência internacional sob os auspícios da ONU’’.
O documento acrescenta que ‘‘não se pode permitir nenhum movimento que explore a sublime religião do Islã que assuma qualquer atividade hostil em relação a um dos estados membros’’ da OCI.

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