São Paulo - O anunciado embate entre a junta militar que governa o Egito e a Irmandade Muçulmana, cujo partido foi o mais votado na primeira fase das eleições parlamentares, teve ontem o primeiro round.
Banido no país até a deposição do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro, o grupo islâmico decidiu boicotar um conselho nomeado pelos generais para fiscalizar a redação da nova Constituição.
Em tese, a Carta deveria ser elaborada por uma comissão de 100 deputados. Mas a junta militar decidiu criar o conselho sob a alegação de que o novo Parlamento não será representativo.
A divulgação de um projeto que daria poderes supraconstitucionais à junta militar, no mês passado, deflagrou uma onda de protestos. Diante da insatisfação, a proposta foi engavetada.

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