Irlanda e o Ulster farão referendos
Eis os principais pontos do acordo de Belfast:
- Criação de uma Assembléia Legislativa com sede em Belfast. Funcionará no Castelo de Stormont e terá 108 cadeiras, que serão divididas proporcionalmente entre católicos e protestantes. A administração do território, hoje exercida por Londres, não será entregue à Assembléia antes de 1999 e antes que seus membros decidam como será sua participação no Conselho Norte-Sul.
- Instituição de um Conselho Norte-Sul. Trata-se de um foro com a participação de representantes do governo da República da Irlanda e membros da Assembléia. Terá por incumbência decidir sobre problemas de interesse comum, como agricultura, transportes e relações com a União Européia. Suas decisões estarão sujeitas à aprovação conjunta dos dois Parlamentos de Dublin e de Belfast.
- Formação de um Conselho Leste-Oeste, que será composto por membros da Assembléia norte-irlandesa e dos Parlamentos da Grã-Bretanha, de Gales e da Escócia. Será um órgão consultivo, sem poder administrativo ou legislativo.
- Convocação de dois referendos em maio - um na Irlanda do Norte e outros na República da Irlanda. As populações de ambos os territórios deverão responder se aceitam ou não o acordo.
- Mudança constitucional. No mesmo referendo de maio, a população da República da Irlanda deverá decidir também sobre a retirada da Constituição (de 1937) de um artigo que pede a anexação do Ulster ao território nacional.





