Nova York - Mesmo após perder força e ser rebaixado para tempestade tropical, o Irene deixou ao menos 12 mortos em sua trajetória pela costa leste dos EUA e causou enchentes e prejuízos em diversos Estados, entre eles a Carolina do Norte e Nova Jersey.
Serviços de emergência americanos consideram que, mesmo enfrentando alagamentos, blecautes e quedas de árvores na manhã de ontem, a cidade de Nova York foi ''poupada''. O número de vítimas tende a aumentar, no entanto, e a emissora CNN já menciona ao menos 15 mortos em decorrência dos efeitos da tempestade.
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, disse em conferência de imprensa que ''o pior já passou para a maior parte da costa leste'' e que a tempestade prossegue agora para a região da Nova Inglaterra e o leste do Canadá, já muito enfraquecida.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse a repórteres que considera acertada a decisão de retirar mais de 370 mil moradores de suas casas, e afirmou ter ido pessoalmente a abrigos congratular os nova-iorquinos que deixaram as áreas de risco.
Durante a manhã de ontem, a companhia de energia elétrica Con Edison afirmou que 21 mil pessoas estavam sem energia no Queens, 7,5 mil no Brooklyn e 6,7 mil no Bronx, além de 18,2 mil pessoas em Staten Island, enquanto quase 66 mil seguem sem luz no condado de Westchester e 166 mil no Estado vizinho de Nova Jersey.
O caos provocado pelo furacão Irene nos terminais aéreos do leste dos Estados Unidos poderá continuar durante a semana, depois que a tempestade obrigou o cancelamento de mais de 10.000 voos, informaram neste domingo autoridades locais.
Funcionários da indústria de aviação disseram que os aeroportos internacionais de Nova York reabrirão hoje à tarde. American Airlines, British Airways, Air France e outras companhias já cancelaram vários voos com destino e provenientes de Europa e Ásia, que estavam programados para a segunda-feira.
Os voos retomaram suas operações na região de Washington, mas continuam gravemente afetados.

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