México - Funcionários eleitorais iraquianos participam a partir de hoje no México de um ateliê com delegados deste país e da Argentina, Austrália, Ilhas Maurício, Palestina e Iêmen, com quem compartilharão experiências, tendo em vista as eleições do ano de 2005 no Iraque.
''Não se trata de dizer aos iraquianos como deverão realizar as eleições, mas de compartilhar experiências, para que possam tirar suas próprias conclusões e aplicar os métodos que melhor estimarem convenientes'', explicou à o chefe do escritório de assuntos internacionais do autônomo Instituto Federal Eleitoral (IFE), Manuel Carrillo.
Serão trocados pontos de vista sobre a ética institucional na organização de eleições, a independência dos organismos eleitorais, os assuntos operacionais, a contagem dos votos e a solução das eventuais controvérsias, entre outros assuntos, assinalou Carrillo. Os membros da Comissão Eleitoral Independente do Iraque, que chegaram sábado à capital mexicana sob um forte esquema de segurança, participarão durante três semanas do ateliê. O encontro é organizado pela Divisão de Assistência Eleitoral da ONU e o IFE do México, também contando com 'mediadores' da Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, França e Irlanda.
Por outro lado, um novo organismo de controle encarregado de erradicar a corrupção no Iraque começou a realizar seu trabalho. ''Saddam Hussein se dedicou durante 35 anos a instalar uma poderosa rede de suborno no Iraque e tentamos construir uma outra para eliminá-la, embora isto não possa ser feito de um dia para o outro, mesmo porque não temos uma varinha mágica'', comentou o novo chefe do Comitê de Integridade do Serviço Público (CISP), juiz Radi Hamza Al Radhi.
A coalizão criou a comissão por decreto em fevereiro passado, mas o organismo só ficou oficialmente estabelecido há 15 dias. A tarefa do novo órgão é, além de extirpar a corrupção no setor público, realizar um programa educativo para explicar o caráter nocivo da corrupção e do nepotismo.

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