Bagdá - Sete motoristas estrangeiros foram sequestrados no Iraque por um grupo que ameaça matá-los se a empresa kuwaitiana que os emprega não se retirar do país, enquanto os marines anunciaram ontem a morte de 25 rebeldes em Ramadi, na região sunita a oeste de Bagdá.
Na capital, três crianças morreram em explosões de bombas, e o ministério do Interior anunciou a captura de 20 árabes, em maioria sírios, acusados de ''apoiar terroristas''.
Três indianos, três quenianos e um egípcio, que se apresentaram como caminhoneiros, aparecem em uma fita de vídeo obtida ontem pela AFP, no dia seguinte do anúncio por uma rede de televisão árabe do sequestro de seis motoristas de caminhões por um grupo chamado ''Bandeiras Negras''.
Os captores exigiram a retirada imediata da empresa kuwaitiana que emprega os reféns, ameaçando matar um deles a cada 72 horas se esta exiência não for cumprida.
O egípcio, Mohammed Ali, fala longamente no vídeo. Ele começa declarando: ''Fomos capturados'', e acrescenta: ''o que estamos fazendo, ajudando os americanos e os judeus, não está certo''.
''Quero voltar ao Egito, para ver minha mãe e meus filhos. Fomos capturados por homens corajosos, que nos deram água e comida'', afirma Ali. Um diplomata egípcio em Bagdá confirmou o sequestro de Ali, e o Cairo informou que sua ''missão diplomática em Bagdá estabeleceu contatos oficiais e extra-oficiais para permitir sua libertação''.

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