Bagdá Cerca de 25 mil xiitas saíram às ruas de Basra, a segunda maior cidade do Iraque, em protesto contra a proposta americana para a escolha de um governo interino para o país. Apoiando o aiatolá Ali al Sistani, um dos principais líderes religiosos do país, os manifestantes exigiram eleições diretas para escolher quem assumirá o poder em 30 de junho. Manifestações menores ocorreram em Bagdá, Ramadi e Mossul.
Os xiitas, que perfazem 60% da população iraquiana, foram preteridos durante os 24 anos da ditadura de Saddam Hussein, um sunita. Com um pleito direto, é provável que haja a eleição de um governo favorável a eles. Os EUA, por sua vez, temem a instauração de um governo islâmico no Iraque, preferindo o laicismo.
Ao contrário de uma onda de recentes protestos nas últimas semanas que resultou na morte de cerca de 20 pessoas, a manifestação em Basra transcorreu sem violência. Aos gritos de ''Não à América'' e ''Sim para o islã'', os xiitas marcharam até uma mesquita, para ouvir o clérigo Ali al Hakim al Safi.
Explosão Uma forte explosão foi ouvida na noite de ontem em Bagdá, informou o exército americano, destacando que logo foi aberta uma investigação para determinar sua origem. ''Houve pelo menos uma forte explosão em Bagdá por volta das 21H30 locais (18H30 GMT)'', precisou à AFP um porta-voz militar americano, acrescentando que já foram enviados vários soldados ao local da explosão para investigar as causas da detonação.
Domingo, um atentado suicida causou 24 mortos na porta de entrada do QG da coalizão.
Tentativa de assassinato O responsável pela segurança no Conselho de Governo de Mossul escapou na véspera de uma tentativa de assassinato, mas dois de seus guarda-costas foram gravemente feridos a tiros, nformou ontem a polícia.
Desconhecidos que circulavam a bordo de um automóvel dispararam na tarde de segunda-feira contra Salem Haj Issa, que estava em frente de sua casa no bairro Baath, informou à AFP o capitão Abdelazal Hazem, da polícia da cidade.
''Dois de seus guarda-costas foram gravemente feridos e levados para um hospital'', acrescentou, precisando que tinha sido iniciada uma investigação para identificar e deter os autores do atentado.
Crimes britânicos Oito juristas internacionais afirmaram ontem dispor de provas suficientes para pedir à Corte Penal Internacional (CPI) uma investigação para determinar se membros do governo britânico cometeram crimes contra a Humanidade no Iraque, em 2003.

mockup