O Iraque voltou ontem a barrar inspetores de armas americanos da ONU, informou que um ‘‘acidente’’ destruiu câmeras de vigilância das Nações Unidas e admitiu que retirou material de instalações militares inspecionadas pela organização, mas garantiu que o devolverá quando desaparecer a ‘‘ameaça de ataque’’ dos EUA.
O Ocidente alertou contra o prosseguimento de ações desse tipo. ‘‘Interferências no sistema de monitoramento instalado por especialistas da ONU não são compatíveis com as obrigações internacionais do Iraque’’, afirmou um porta-voz da chancelaria francesa. O Pentágono advertiu que, se o Iraque continuar violando as determinações da ONU, poderá ser alvo de ações militares.
A imprensa turca divulgou que os EUA pediram à Turquia permissão para usar uma base aérea no país para o lançamento de ataques aéreos contra o Iraque, mas o primeiro-ministro turco, Mesut Yilmaz, desmentiu a versão.
Diplomatas da ONU mantiveram ontem duas reuniões com autoridades iraquianas para tentar convencê-las a não barrar os americanos, e entregaram a elas uma carta enviada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao presidente Saddam Hussein. Os resultados serão anunciados hoje pelo enviado da ONU Lakhdar Brahimi numa entrevista coletiva em Bagdá.

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