Bagdá O Iraque viveu ontem uma nova jornada de violência. Um motorista de ônibus morreu durante um ataque com bomba em Bagdá e outras duas pessoas foram mortas por soldados americanos em Baaquba, a 60 km ao norte da capital.
O ataque em Bagdá ocorreu por volta das 9 horas locais, quando uma bomba explodiu ao lado de um ônibus que trafegava em uma movimentada avenida da capital, Al Iman Al Aadham. O motorista morreu e outras 21 pessoas ficaram feridas, de acordo com a polícia. O artefato explodiu logo após a passagem pelo local de um comboio militar, o que leva a pensar que o atentado seria contra os soldados e que a bomba foi detonada com atraso. O ônibus acabou batendo numa árvore e partiu em dois por causa do impacto da explosão, que ocorreu a poucos metros de restaurantes e lojas comerciais. Um porta-voz militar americano confirmou o incidente, mas não comunicou se houve feridos entre os soldados. ''Com toda segurança, a bomba era para os americanos, mas acabou matando iraquianos'', afirmou Mohammad Saddam, de 23 anos que trabalha numa das lojas da avenida.
Já na cidade de Baaquba, dois iraquianos morreram e outro ficou ferido durante uma ronda do exército americano na madrugada de ontem. Segundo testemunhas, os soldados dispararam contra três homens que tentaram fugir quando os militares inspecionavam o povoado de Al Jizani, a 20 km ao noroeste de Baaquba.
Paralelamente a isso, em Najaf, 160 km ao sul de Bagdá, patrulhas espanholas, hondurenhas e salvadorenhas iniciaram suas missões nas ruas desta cidade santa xiita, repleta de peregrinos ontem devido a uma festa religiosa.
Segundo porta-vozes da brigada ibero-americana Plus Ultra, na cidade circulam rumores sobre a preparação de novos atentados visando os peregrinos. As autoridades locais garantiram que irão colaborar com as forças estrangeiras, que são proibidas de entrar nos locais sagrados da cidade.
Em outro extremo, a decisão do Conselho de Governo iraquiano de proibir por 15 dias as emissoras de televisão Al-Jazeera e Al Arabiya de cobrir qualquer evento no Iraque provocou as críticas da Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

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