Nova York O Iraque vai cooperar de forma ''pró-ativa'' com os inspetores das Nações Unidas, assegurou ontem o embaixador iraquiano na ONU, Mohammad Al Douri. ''Vamos avançar mais e cooperaremos de uma forma pró-ativa com os inspetores, para provar que essas acusações são infundadas'', disse Al Douri à imprensa, enquanto uma reunião do Conselho de Segurança, a portas fechadas, tratava do tema iraquiano.
As declarações do embaixador iraquiano ocorreram depois que, na segunda-feira, os chefes dos inspetores em desarmamento da ONU no Iraque afirmaram que Bagdá só estava dando apoio ''passivo'' a seu trabalho.
Reagindo ao discurso da véspera do presidente George W. Bush sobre sua intenção de atacar o Iraque, Al Douri acusou o governo norte-americano de estar ''cego pela febre do petróleo'', e disse que Washington ainda tem de apresentar provas de que Bagdá realmente tem armas de destruição em massa.
''Podem criticar tudo o que quiserem, mas não podem apresentar nenhuma prova'', afirmou, ao advertir que a situação levaria os Estados Unidos a uma segunda guerra do Vietnã.
''A invasão norte-americana não teve êxito no Vietnã e acontecerá o mesmo no Iraque'', acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos continuou a pressionar Bagdá durante o discurso de terça-feira perante o Congresso, ao informar que pedirá ao Conselho de Segurança que se reúna no dia 5 de fevereiro para analisar a questão iraquiana.
Bush afirmou que o secretário de Estado Colin Powell fornecerá ''informação e dados de inteligência sobre o programa de armas ilegais do Iraque, suas tentativas para esconder essas armas dos inspetores e suas ligações com grupos terroristas'', como a rede Al Qaeda, de Osama Bin Laden.
Asilo Os Estados Unidos poderiam ajudar Saddam Hussein a encontrar um país que possa acolhê-lo, caso se decida a partir para o exílio, afirmou ontem o secretário de Estado Colin Powell. ''Poderíamos tentar ajudá-lo a encontrar um lugar para onde ir'', com sua família, declarou.

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