Iraque usará ''escudo humano''
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quinta-feira, 09 de janeiro de 2003
France Presse 
Ancara Os voluntários que quiserem servir como ''escudos humanos'' em caso de intervenção militar norte-americana no Iraque encontrarão a porta aberta, afirmou o vice-primeiro-ministro iraquiano Tarek Aziz em uma entrevista publicada pelo jornal turco Cumhuriyet, ontem. Aziz, que preferiu chamar os militantes pacifistas ou voluntários de ''defensores civis'', convidou-os a ir a seu país para mobilizar-se em torno dos ''depósitos de alimentos, refinarias de petróleo e centrais hidráulicas e elétricas''.
Entretanto, descartou a mobilização de escudos humanos em torno de fábricas, complexos industriais e edifícios públicos, que poderiam ser atacados durante uma operação norte-americana.
O jornal oficial iraquiano Al Qadisiya anunciou a chegada, no último final de semana, de milhares de voluntários árabes e de outros países, dispostos a servir de ''escudos humanos'' em caso de ataque.
Pela paz Cidadãos norte-americanos que perderam familiares nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 estavam ontem em Bagdá para pedir paz e expressar sua oposição a uma nova guerra no Iraque.
Os norte-americanos, quatro membros da associação ''September Eleventh Families for Peaceful Tomorrows'', que visitam o Iraque por uma semana, concederam ontem uma entrevista à imprensa, no bairro Amariya, em Bagdá, diante das ruínas de um abrigo antiaéreo no qual 400 civis foram mortos durante um bombardeio norte-americano na guerra do Golfo, em 1991.
A delegação viajou ao Iraque ''durante este período de grande ameaça para manifestar a esperança de que não haja mais guerra nem violência, para que outras famílias não tenham que sofrer perdas de entes queridos'', informou a associação em comunicado.
Contra a guerra Dois de três franceses (66%) são contra uma intervenção militar no Iraque liderada pelos Estados Unidos e destinada a derrubar Saddam Hussein, segundo uma pesquisa que será publicada hoje no jornal Le Parisien.


