Iraque tem plano de reconciliação nacional
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domingo, 25 de junho de 2006
Karim Ammar<br> Francepresse 
Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, apresentou ontem ao Parlamento um plano de reconciliação nacional que visa deter a violência no país, |estendendo aos rebeldes um ramo de oliveira para construir a nação, uma iniciativa que recebeu o apoio do embaixador americano em Bagdá, Zalmay Jalilzad.
Maliki destacou que suas propostas não deviam ser consideradas uma recompensa aos terroristas. Não e mil vezes não, exclamou. Não há trégua possível com os terroristas e seguidores de Saddam acrescentou.
O plano está dividido em 24 pontos que prevêem anistiar os detidos que não tenham cometido crimes, atos terroristas, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
O embaixador americano pediu que os insurgentes deponham as armas e se unam ao programa de paz.
O plano exige que as partes que integrarem o processo político tomem uma posição clara contra o terrorismo e os seguidores de Saddam Hussein e propõe deixar sob controle de Justiça as expulsões de antigos membros do Partido Baath, do regime deposto. O projeto insiste no apoio aos direitos humanos, pede a perseguição dos que os violarem e prevê indenizações contra as vítimas de atos terroristas.
Maliki pediu para evitar a influência dos partidos políticos nas forças armadas e para resolver o problema das milícias e dos grupos armados não-autorizados em seus aspectos políticos, econômicos e de segurança.
Representantes de grupos árabes sunitas, curdos e xiitas apoiaram o plano. Anan al Dulaimi, líder da bancada do grupo xiita, exigiu a libertação de mais presos.
No mesmo momento em que o Parlamento estava reunido para ouvir o plano do premier, os ataques se multiplicavam em Bagdá. Pelo menos 21 pessoas morreram, entre elas um chefe da polícia, e mais 60 foram feridas na capital e em outras regiões do país.
Ao norte de Bagdá, 16 funcionários de um centro de investigação foram seqüestrados na mesma região onde na quarta-feira 60 empregados do ministério da Indústria também foram feitos reféns.


