Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, apresentou ontem ao Parlamento um plano de reconciliação nacional que visa deter a violência no país, |estendendo aos rebeldes ‘‘um ramo de oliveira para construir’’ a nação, uma iniciativa que recebeu o apoio do embaixador americano em Bagdá, Zalmay Jalilzad.
  Maliki destacou que suas propostas não deviam ser consideradas uma ‘‘recompensa aos terroristas’’. ‘‘Não e mil vezes não’’, exclamou. ‘‘Não há trégua possível com os terroristas e seguidores de Saddam’’ acrescentou.
  O plano está dividido em 24 pontos que prevêem ‘‘anistiar os detidos que não tenham cometido crimes, atos terroristas, crimes de guerra e crimes contra a humanidade’’.
  O embaixador americano pediu que os insurgentes deponham as armas e se unam ao programa de paz.
  O plano exige que as partes que integrarem o processo político tomem uma posição clara contra o terrorismo e os seguidores de Saddam Hussein e propõe deixar sob controle de Justiça as expulsões de antigos membros do Partido Baath, do regime deposto. O projeto insiste no apoio aos direitos humanos, pede a perseguição dos que os violarem e prevê indenizações contra as vítimas de atos terroristas.
  Maliki pediu para evitar a influência dos partidos políticos nas forças armadas e para ‘‘resolver o problema das milícias e dos grupos armados não-autorizados em seus aspectos políticos, econômicos e de segurança’’.
  Representantes de grupos árabes sunitas, curdos e xiitas apoiaram o plano. Anan al Dulaimi, líder da bancada do grupo xiita, exigiu a libertação de mais presos.
  No mesmo momento em que o Parlamento estava reunido para ouvir o plano do premier, os ataques se multiplicavam em Bagdá. Pelo menos 21 pessoas morreram, entre elas um chefe da polícia, e mais 60 foram feridas na capital e em outras regiões do país.
  Ao norte de Bagdá, 16 funcionários de um centro de investigação foram seqüestrados na mesma região onde na quarta-feira 60 empregados do ministério da Indústria também foram feitos reféns.

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