São Paulo - A missão da ONU no Iraque divulgou que o mês de maio foi o mais violento nos últimos cinco anos no país. Foram 1.045 mortos em atentados que deixaram também 2.397 feridos. A disputa entre muçulmanos xiitas e sunitas superou em violência o mês de abril, quando 712 pessoas foram mortas.
Segundo a missão da ONU, que não divulgou os números da violência entre as cidades, Bagdá ocupou o primeiro lugar no número de vítimas e ataques.
O enviado especial da organização para o Iraque, o alemão Martin Kobler, expressou a "profunda tristeza" pelo grande número de vítimas e cobrou mais esforços das autoridades iraquianas para reduzir a violência.
Nesta semana, Kobler já havia advertido as autoridades do Iraque sobre o risco da consolidação de um "futuro incerto", caso medidas urgentes não sejam adotadas para pôr fim à atual situação.
O enviado especial da ONU pediu aos políticos iraquianos para que iniciem imediatamente um diálogo para tirar o país do "beco sem saída" em que se encontra e para que os terroristas "não se aproveitem das diferenças políticas".
O Iraque se encontra imerso em uma grave crise política e de segurança, aguçada pelos protestos da minoria sunita contra o governo do primeiro-ministro, o xiita Nuri al-Maliki, a qual considera que as províncias sunitas são discriminadas.
Sob a pressão do crescente número de vítimas e das províncias sunitas que exigem uma reforma federal do Estado, Maliki anunciou no último dia 20 de maio uma profunda reforma em sua estratégia de segurança.

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