O vice-presidente iraquiano Taha Yassin Ramadan afirmou ontem que está mantida a decisão de Bagdá de expulsar os inspetores americanos da ONU para a questão do desarmamento dos iraquianos. ‘‘Nossa decisão é irrevogável até que as coisas voltem ao normal’’, disse Ramadan. Em seguida frisou que, ‘‘na expiração do prazo fixado por Bagdá, não ficará nenhum americano da Unscom (Comissão especial das Nações Unidas para o Desarmamento do Iraque) no País’’.
Bagdá deu prazo até dia 5 aos peritos americanos para que deixem o País, e anunciou que no futuro já não cooperará com inspetores dos Estados Unidos. Segundo o vice-presidente, o chefe da Unscom, Richard Butler, que ‘‘em nenhum caso pode dar ordens ao Iraque’’, se converteu em ‘‘parte interessada no conflito’’.
Acerca de um possível ataque americano, Ramadan disse que ‘‘os iraquianos já estão acostumados com essas agressões’’. E quando lhe perguntaram se haveria resposta do Iraque, respondeu: ‘‘Certamente’’.
O Conselho de Segurança da ONU decidiu acentuar sua pressão no fim de semana para que Bagdá cancele sua ordem de expulsão, renunciando no momento a recorrer à força e a impor novas sanções ao Iraque. Mas, ao mesmo tempo, decidiu pôr à prova a firmeza do governo iraquiano anunciando para segunda-feira o reinício dos controles da Unscom com seus peritos americanos.
Ramadan explicou que o Iraque ‘‘não decidiu a expulsão (dos peritos americanos) com a finalidade de provocar uma crise, mas o certo é que, ao cabo de mais de sete anos de embargo, ninguém pode dizer quando terminará a missão da Unscom’’.

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