Iraque se prepara para ataque imediato
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domingo, 10 de novembro de 2002
Agência Folha 
Bagdá - O presidente iraquiano Saddam Hussein afirmou em uma de suas raras entrevistas, publicada ontem pelo jornal egípcio ''Elosboa'', que seu país estava se preparando para um ataque americano.
''Nos preparamos como se a guerra fosse acontecer em uma hora. Estamos psicologicamente preparados'', declarou o chefe de Estado iraquiano, advertindo os Estados Unidos que ''o Iraque não será jamais como o Afeganistão''. ''Isso não quer dizer que somos mais fortes que os Estados Unidos, que possuem frotas e mísseis de longo alcance. Mas nós temos nossa fé em Deus, na pátria e no povo iraquiano e também no povo árabe'', acrescentou.
Os Estados Unidos e o Reino Unido acusam o Iraque de ter um arsenal de armas químicas e biológicas que vai contra as determinações da Organização das Nações Unidas (ONU), e de estar construindo instalações para fabricar mais armamentos. Ademais, Saddam é acusado pelos dois países de ter fortes relações com grupos terroristas que são capazes de utilizar ''armas de destruição em massa''. Bagdá nega as acusações.
Apoio Uma ação militar dos EUA para tirar Saddam do poder no Iraque tem hoje 68% aprovação da população dos Estados Unidos, enquanto 26% são contra a medida, segundo uma pesquisa divulgada sexta-feira.
Entretanto, 57% apóiam a possibilidade dos inspetores de armas da ONU voltarem ao Iraque para desarmar aquele país, contra 36% que preferem uma ação militar imediata, segundo a pesquisa da CBS News/New York Times.
Outros 51% pensam que Bush deixou bem claro o papel militar dos Estados Unidos em caso de ataque ao Iraque, enquanto 42% não estão satisfeitos com as explicações dadas até agora.
Para 55% das pessoas entrevistadas, o terrorismo é a questão mais importante do momento, enquanto 33% acham que a economia deveria ser o tema principal. Aproximadamente 48% classificaram a economia do país como muito boa e 37% pensam que vai mal.
Apesar disso, segundo a pesquisa, os americanos não estão entusiasmados com a administração da economia durante o governo Bush: 49% aprovam e 41% desaprovam.
A pesquisa foi feita pelo telefone com 1.018 adultos, entre 27 e 31 de outubro. A margem de erro é de cerca de três pontos percentuais para mais ou para menos.


