São Paulo- Iraque e Síria anunciaram o reinício de suas relações diplomáticas, interrompidas há mais de 25 anos, em uma entrevista coletiva dos ministros das Relações Exteriores dos dois países ontem em Bagdá.
''Acabamos de chegar a um acordo por meio do qual as relações diplomáticas rompidas há um quarto de século foram completamente restabelecidas'', disse o ministro iraquiano das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari. ''Os dois países vão cooperar em matéria de segurança e seus especialistas se reunirão para discutir essas questões'', acrescentou.
O chefe da diplomacia síria, Walid Muallem, encerrou ontem sua primeira visita a Bagdá desde a queda de Saddam Hussein. Em 1980, no início da guerra entre Iraque e Irã, o regime de Saddam Hussein rompeu relações diplomáticas com a Síria como forma de protesto pelo apoio de Damasco a Teerã.
Mesmo quando os dois países eram governados pelo partido Baath, permaneceram sem contatos até a queda de Saddam Hussein, com exceção de uma leve aproximação no final dos anos 1990.
Por outro lado, a Síria rejeitou por intermédio de sua embaixada em Washington, a acusação de que é a responsável pelo assassinato do ministro libanês da Indústria, Pierre Gemayel.
Em um comunicado de sua embaixada, a Síria também sugere que o crime foi planejado por elementos não-identificados para frustrar os pedidos de todo o mundo para que se estabeleça um diálogo com as potências ocidentais visando deter a violência no Iraque.
''A embaixada síria em Washington condena fortemente este ato terrorista e envia suas condolências e orações à família da vítima'', destaca o comunicado.
''Infelizmente, este terrível ato ocorre como outra prova de que as forças políticas anti-sírias no Líbano, que se debilitam, estão apertando o gatilho para incendiar as ruas e instigá-las contra a Síria''.''Esta farsa de culpar a Síria por cada evento malicioso no Líbano já foi exposta há tempo e, simplesmente, está perdendo toda a credibilidade''.
O comunicado também sugere que o assassinato foi planejado para reforçar a possibilidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas constituir um tribunal internacional para julgar os responsáveis pela morte do ex-premiê Rafiq Hariri.

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