Iraque rejeita nova resolução da ONU
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sábado, 19 de outubro de 2002
Das agências 
BagdáO Iraque continua se negando a acreditrar na necessidade de uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, que começa a esboçar um compromisso sobre as modalidades de um eventual uso da força visando obrigar Bagdá a desarmar-se.
''Nossa posição foi e continua sendo de que não há necessidade de uma nova resolução para organizar o trabalho dos inspetores'' de desarmamento da ONU, declarou na véspera à imprensa em Bagdá o vice-primeiro-ministro Tarek Aziz.
Este dirigente fez a declaração nos momentos em que as negociações nas Nações Unidas pareciam tomar a forma de um compromisso entre os Estados Unidos e a França, que continua se opondo a uma resolução que estabeleça a utilização automática da força em caso de obstrução iraquiana ao trabalho dos técnicos.
Depois de um debate no Conselho de Segurança marcado por uma oposição quase unânime à utilização da força de forma automática, Washington suavizou sua posição. Os Estados Unidos informaram que aceitarão uma iniciativa que preveja reforçar em uma primeira etapa o regime de inspeções dos armamentos iraquianos.
DenúnciaO vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz, acusou os EUA de planejar o lançamento de um ataque ao Iraque sem consultar o Conselho de Segurança da ONU. ''Os EUA insistem em lançar uma guerra e querem adotar medidas unilaterais. O que os norte-americanos estão fazendo é um tipo de imperialismo contra o Iraque'', disse Aziz.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Richard Boucher, declarou ontem que o chefe de inspeções da ONU, Hans Blix, terá a responsabilidade de comunicar ao Conselho de Segurança se o Iraque não cumprir as resoluções do órgão. No entanto, Boucher ressaltou que Washington se reserva ao direito de usar a força se o presidente dos EUA, George W. Bush, considerar necessário para garantir a segurança nacional de seu país.


