Iraque registra 21 suicídios de americanos
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
France Presse 
Washington - Pelo menos 21 soldados americanos estacionados no Iraque se suicidaram no ano passado, informou ontem um dirigente da área da saúde do Pentágono, destacando que isso fez aumentar ligeiramente a taxa de suicídios nas Forças Armadas americanas. Essa taxa passou de 11 por 100.000 soldados a 13,5, disse William Winkenwerder, secretário-adjunto de defesa para as questões de saúde. Dos 21 suicídios verificados no Iraque, 18 tiveram lugar no exército e os outros três em outros serviços.
''Não percebemos uma tendência que nos faça pensar que deveríamos fazer algo mais (em termos de prevenção)'', frisou durante um encontro com jornalistas. Estimou que entre 300 e 400 soldados foram retirados do Iraque por razões de saúde mental. Afirmou que não dispunha de cifras sobre o número total de soldados estacionados no Iraque atendidos por sintomas de estresse.
Winkenwerder precisou que o exército possuía nove equipes psiquiátricas no Iraque e a Força Aérea mais duas. Ademais, cada divisão com 10 a 15.000 efetivos dispõe de um psiquiatra, um assistente social e um psicólogo.
''Investimos muitos recursos para a saúde mental'', assinalou. ''Achamos que isto é útil, faz a diferença'', acrescentou.
Atentado Cinco pessoas morreram e mais de trinta ficaram feridas no atentado suicida com carro-bomba ontem de manhã em frente a uma delegacia em Baaquba, ao norte de Bagdá, informou um médico do hospital da cidade.
Dezenas de habitantes de Baaquba, 60 km ao norte de Bagdá, se precipitaram ao hospital em busca de amigos e parentes e a polícia teve de intervir para impedir que a multidão invadisse o lugar.
O atentado aconteceu às 8H30 locais (3h30 de Brasília), em frente à delegacia da cidade.
A delegacia se encontra no centro da cidade, onde um atentado com explosivos deixou, na sexta-feira passada, cinco mortos e 38 feridos em uma mesquita xiita.
Um Toyota verde abriu passagem na direção da delegacia, situada em um perímetro muito protegido. ''Os guardas tentaram infrutiferamente impedir que o veículo entrasse nesse setor, mas o motorista conseguiu enfiar o carro antes de fazê-lo explodir'', acrescentou Ismail.
O chefe da polícia local, Salam Omar, precisou que o carro explodiu contra um muro da delegacia. ''Felizmente, nenhum policial morreu''.
''De acordo com as primeiras informações, o motorista do Toyota falava árabe com sotaque. Foi descrito como um homem de pele escura'', declarou à AFP o governador de Baaquba, Abddulah Rashid. Acusou os ''países vizinhos'' de quererem criar o caos.
O tenente-coronel Jaafar Aluan, da polícia de Baaquba, informou, por sua parte, que o carro de marca japonesa estava matriculado em Bagdá e pertencia a uma mulher do bairro de Karrada, centro da capital, mas não precisou se o veículo havia sido roubado.
''Estamos verificando a origem do carro graças à placa. O veículo não foi assinalado como roubado e é de propriedade de uma mulher'', confirmou Rashid.


