BAGDÁ - Cinco meses depois da resolução 986 da ONU, que autoriza o Iraque a vender óleo bruto para importar alimentos e medicamentos, a primeira entrega de remédios chegou, sexta-feira, a Bagdá, informou a imprensa.
‘‘Quatro caminhões que transportavam mais de 61 toneladas de medicamentos chegaram na sexta-feira a Bagdᒒ, precisaram os jornais, citando fontes do ministério da Saúde.
Esta entrega de diversos medicamentos é a primeira desde que entrou em vigor o acordo ‘‘petróleo em troca de alimentos’’. Segundo fontes da ONU, em Bagdá, ‘‘até o começo de maio o comitê de sanções aprovou 84 contratos de venda de medicamentos’’ para o Iraque.
O acordo permite a Bagdá vender petróleo bruto por um total de dois milhões de dólares cada semestre a fim de comprar 1,3 bilhão de dólares em produtos de primeira necessidade, dos quais 210 milhões em medicamentos e material sanitário.
Bagdá protestou em várias oportunidades quanto à lentidão com que são aplicadas essas disposições e acusou os Estados Unidos de bloquear a aprovação de contratos pelo Comitê de Sanções da ONU.
O Iraque havia começado a exportar quantidades limitadas de petróleo desde dezembro passado, mas somente a partir de 20 de março passou a receber víveres.
O subsecretário da ONU para Assuntos Humanitários, Yasushi Akashi, que terminou na quinta-feira passada uma missão de seis dias no Iraque, assegurou que a aplicação do acordo seria ativada.
O ministro iraquiano da Saúde Umid Medhat Mubarak declarou sexta-feira, em Genebra, que seu país não havia recebido sequer um medicamento, após cinco meses de aplicação da resolução 986.
O ministro apresentou um panorama crítico da situação sanitária em seu país por causa dos sete anos de embargo e ausência de importações de medicamentos.

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