Iraque quer ter representação junto à ONU
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sábado, 19 de julho de 2003
Agência Folha 
São Paulo No seu primeiro dia efetivo de trabalho, o Conselho de Governo do Iraque, criado pelos EUA e composto por líderes iraquianos, aprovou ontem, em Bagdá, o envio de uma delegação ao Conselho de Segurança da ONU para reivindicar o seu direito de representar o país no exterior.
Perto do prédio em que a reunião foi realizada, uma explosão danificou um carro. Em outro incidente na capital, mais um soldado americano foi morto e outros seis ficaram feridos.
Composto por 25 membros -representando todos os grupos religiosos e étnicos do país , o conselho informou, em nota, que o objetivo da missão é ''assegurar e enfatizar o papel do conselho como um legítimo órgão iraquiano durante o período de transição''. Empossado na sexta-feira, o conselho terá poder para nomear ministros e aprovar o Orçamento de 2004. Mas a palavra final sobre o Iraque continua com Paul Bremer, chefe da administração americana do país.
O poder limitado e o fato de o conselho ter sido escolhido, e não eleito, provocaram críticas durante encontro da Liga Árabe, no Cairo. ''Se tivesse sido eleito, o novo conselho teria muito mais poder e credibilidade'', disse o secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Amr Moussa.
Rotina de ataques A explosão próxima ao complexo de prédios em que o conselho funciona destruiu completamente um veículo pertencente à Embaixada da Tunísia em Bagdá. O ataque ocorreu a cerca de 500 metros do local da reunião, que já havia terminado. O objetivo do ataque não ficou claro. O complexo que abriga o prédio em que o conselho se reúne é protegido por guaritas e veículos blindados dos EUA, deixando o local quase impenetrável para quem não tem credencial.
Na região oeste de Bagdá, um soldado americano foi morto e outros seis ficaram feridos ao serem atacados por granadas de morteiro. A informação foi dada por um porta-voz das forças americanas no Iraque. Os constantes ataques contra soldados americanos no Iraque se tornaram o principal problema das forças dos EUA no país.
Desde o dia 1º de maio, quando o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou o fim das principais operações no Iraque, até ontem 32 soldados norte-americanos foram mortos por ações hostis.


