O Iraque informou ontem à Comissão Especial da ONU encarregada do desarmamento iraquiano (UNSCOM) que decidiu proibir as inspeções realizadas por uma equipe de peritos encabeçada pelo americano Scott Ritter. ‘‘O embaixador do Iraque na ONU, Nizar Hamdun, enviou uma mensagem ao chefe da UNSCOM, Richard Butler, informando de maneira oficial a decisão de Bagdá de proibir a equipe da ONU, dirigida por um americano de prosseguir suas atividades’’, indicou a agência oficial iraquiana Ina. A ‘‘composição da equipe da UNSCOM, que conta com nove americanos, cinco britânicos, um russo e um australiano, constitui uma prova flagrante de desequilíbrio na equipe de inspeção’’, afirmou um porta-voz iraquiano citado pela agência.
A decisão iraquiana permanecerá vigente ‘‘até que a equipe da ONU seja modificada de maneira que exista um equilíbrio no seio da UNSCOM entre os países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU’’.
Segundo Bagdá, esse desequilíbrio é a ‘‘razão principal do prosseguimento do embargo contra o Iraque’’ (imposto desde agosto de 1990), assinalou a Ina.
ONU rejeita decisãoA ONU continuará com as inspeções de desarmamento no Iraque apesar da proibição de Bagdá, anunciou ontem o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. ‘‘Não foi adotada nenhuma decisão de suspender estas missões’’, disse Annan à imprensa.
Annan disse esperar discutir o assunto com o chefe da Comissão Especial para o Desarmamento do Iraque (UNSCOM) antes de tomar uma ‘‘decisão precipitada’’. Para Annan, o Iraque não tem qualquer poder na decisão sobre a formação da equipe de inspeção.

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