Bagdá Bagdá espera voluntários árabes para servir como ''escudos humanos'' em caso de ataque dos Estados Unidos, afirmou ontem uma autoridade iraquiana. ''Estamos preparando a chegada destes voluntários que querem servir como escudos humanos'', disse à AFP Saad Qassem Hammudi, membro da direção do partido Baas no poder.
Segundo ele, estes voluntários, sem especificar a quantidade, serão empregados ''em diferentes locais, possíveis alvos dos ataques norte-americanos''. ''Estão sendo preparados lugares para hospedar estes voluntários'', acrescentou Hammudi, que também dirige uma ONG pró-iraquiana, o Congresso de forças populares árabes.
A chegada destes ''escudos humanos'' foi decidida em duas conferências de solidariedade ao Iraque realizadas recentemente em Damasco e no Cairo, com a presença de Hammudi.
Inspeção Duas equipes de especialistas da ONU encarregaaos de garantir o desarmamento do Iraque começaram a inspecionar seis locais suspeitos, ontem, entre eles, um centro de estudos espaciais que visitam pela primeira vez, anunciou uma autoridade iraquiana.
Situada perto de Bagdá, a companhia Al Battani, especializada nos estudos espaciais, recebeu a visita de uma equipe de especialistas em balística da Comissão de Controle, Verificação e Inspeção da ONU (UNMOVIC), segundo esta autoridade.
Outra equipe de especialistas em balística começou uma inspeção no amplo complexo de Al Taji, no Norte de Bagdá, que concentra vários projetos, alguns deles especializados na fabricação e desenvolvimento de mísseis Al Hussein, versão iraquiana do Scud.
Especialistas em armas biológicas se dirigiram a Al Kindi, em Abu Jarib (20 km ao Oeste de Bagdá). Esta companhia de Estado participava também do programa de modificação de mísseis Al Hussein.
Especialistas em assuntos nucleares visitaram a companhia de água mineral Al Mansur, em Al Qazimiya, nos subúrbios de Bagdá. Uma quinta equipe, especializada em armas químicas, dirigiu-se a companhia Al Bassel, que produz detergentes químicos, na região de Nahrauane, a 20 km ao Leste de Bagdá.
Os inspetores também se interessaram por depósitos militares da região de Al Taji, pela segunda vez em uma semana.
Hussein garante O presidente iraquiano Saddam Hussein insistiu ontem na afiurmativa de que seu país não possui armas de destruição em massa, e solicitou ao mundo inteiro que peça aos Estados Unidos que detenham sua ''agressão'' contra o Iraque.
''Há 23 dias que os inspetores da ONU começaram a visitar as instalações nas quais os Estados Unidos e Grã-Bretanha pretendem que sçao produzidas armas de destruição em massa'', disse o presidente iraquiano, citado pela televisão estatal, ao receber o emissário bielorrusso.
''Já falamos que não produzimos esse tipo de arma, mas parece que o mundo está em um estado de letargia ou de debilidade'', acrescentou Saddam Hussein.

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