Nova YorkO Conselho de Segurança da ONU foi convocado esta semana a conseguir a união em torno do assunto iraquiano, enquanto Bagdá cogitou, pela primeira vez, sobre a possibilidade de aceitar uma nova resolução sobre seu desarmamento. O presidente iraquiano Saddam Hussein reafirmou no domingo, de forma inequívoca, que lhe é impossível renunciar à sua missão de defender a independência do Iraque para evitar que o país seja vítima de potências estrangeiras, informou a televisão oficial iraquiana.
Neste último final de semana, Bush advertiu que um ataque contra o Iraque ''será inevitável'' se o país não aceitar a vontade da ONU.
O retorno dos inspetores de armas ao Iraque continua bloqueado pela divisão existente a respeito no Conselho de Segurança. Estados Unidos e Grã-Bretanha reclamam uma nova resolução do Conselho que estabeleça um eventual recurso à força, enquanto os outros três membros permanentes (França, Rússia e China), que têm direito a veto, rejeitam essa possibilidade.
Paris propõe duas resoluções e em dois tempos: uma primeira sobre as inspeções e uma segunda, eventual, aí sim, que preveja o recurso à força. Depois de rejeitar qualquer nova resolução, os iraquianos agora dão mostras de flexibilidade. O embaixador do país na ONU, Mohammed Alduri, disse na véspera, no canal de televisão ABC, que Bagdá estaria disposto a considerar uma nova resolução do Conselho de Segurança sobre as inspeções a seu armamento.
''Não objetamos a nenhuma resolução do Conselho de Segurança'', disse. O Iraque quer ''acabar com este problema para ver o bloqueio, as sanções suspensas'', acrescentou.
''Facilitaremos, faremos tudo realmente para terminar esta questão das armas de destruição por uma simples razão: não temos armas de destruição em massa'', enfatizou.

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