Iraque pede que EUA bombardeiem milicianos islâmicos
O ministro iraquiano das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari, anunciou na última quarta-feira que Bagdá pediu oficialmente aos Estados Unidos que realizem ataques aéreos contra os jihadistas, que protagonizam uma ofensiva no Iraque. "O Iraque pediu oficialmente ajuda a Washington em virtude do acordo de segurança (com os Estados Unidos) para realizar ataques aéreos contra os grupos jihadistas", declarou Zebari aos jornalistas em Jidá, na Arábia Saudita. O movimento radical islâmico Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) tomou cidades iraquianas nas últimas semanas e avança rumo à capital Bagdá. O objetivo dos extremistas é estabelecer um califado islâmico no Iraque e na região do Levante (que toma territórios de Síria e Líbano).
Mais cedo, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki havia feito um discurso à nação no qual afirmou que suas tropas só sofreram "um revés, mas não uma derrota".
Maliki desmentiu que a maioria dos voluntários para lutar contra a insurgência sejam xiitas e antecipou que esses milicianos "se transformarão no pilar do novo Exército iraquiano" - o político é um xiita odiado pelos insurgentes sunitas e de forma mais geral pela minoria sunita no Iraque.
Integrantes do grupo extremista islâmico praticante da Jihad ("Guerra Santa"), que simboliza a luta pela conversão ao islamismo
É uma seita do islamismo que considera ilegítimos os sunitas, outra facção do Islã, que assumiram a liderança da comunidade muçulmana, após a morte de Maomé
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





