AmãO vice-presidente iraquiano, Taha Yasín Ramadã, instou ontem, em Amã, aos árabes a atacar os interesses norte-americanos no Oriente Médio em caso de ''agressão'' dos EUA ao Iraque, em uma nova escalada na guerra verbal entre ambos os países.
''Enfrentamos uma agressão e acreditamos que os agressores não devem ter a resposta apenas com a força dos iraquianos, mas também instamos a todo o povo árabe a que faça o mesmo em defesa de nossa terra'', disse Ramadã, um dos assessores mais radicais do presidente iraquiano, Saddam Hussein.
''Os árabes têm todo direito de se defender. E não só o Iraque, mas também todos os árabes tem que usar os meios a seu alcance para combater o inimigo e seus representantes'', advertiu, ao mesmo tempo que negou o suposto armazenamento por parte de Bagdá de armas de destruição em massa no que os EUA baseiam suas ameaças de ataque.
O apelo de Ramadã aconteceu pouco antes da reunião entre o vice-presidente iraquiano e o rei Abdala II, que pediu que se redobrem os esforços para uma ''solução adequada'' à crise, com o retorno ao Iraque dos inspetores de desarmamento da ONU.
A visita a Jordânia do político iraquiano se inscreve na campanha diplomática que o regime de Bagdá está promovendo para obter a solidariedade internacional ante um possível ataque dos EUA. Essas gestões conseguiram, por enquanto, que todos os países árabes e islâmicos expressassem sua oposição a um ataque.

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